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Publicação: 24/03/2012 09:15Atualização: 24/03/2012 09:30
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Em sua viagem ao México, Bento XVI visitará três cidades: León, Silao e Guanajuato, capital do estado do mesmo nome e uma das regiões mais católicas do país. Em sua chegada ao México, Bento XVI afirmou que nenhum poder pode desprezar a dignidade humana, e pediu aos católicos para reafirmar sua fé.
O Pontífice disse ainda que os mexicanos precisam ser "fermento na sociedade, contribuindo para uma convivência respeitosa e pacífica, baseada na inigualável dignidade de qualquer pessoa, criada por Deus, a qual nenhum poder tem direito de esquecer ou desprezar".
O Papa afirmou que rezará "particularmente pelos que sofrem devido a antigas e novas rivalidades, ressentimentos e formas de violência". Assim, citou as guerras antidrogas que atingem o México e que deixaram desde dezembro de 2006 mais de 50.000 mortos como resultados de disputas entre os cartéis e a repressão militar.
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"A Igreja não compete com outras iniciativas privadas ou públicas. Não pretende nada além de fazer o bem de forma desinteressada e respeitosa", afirmou o Pontífice que chegou na tarde de sexta-feira no aeroporto de Guanajuato na cidade de Silao, onde foi recebido pelo presidente Felipe Calderón.
Desta forma, o Papa citou as tensões em torno do crescente laicismo no México, que se traduziu em reformas vinculadas à família, ao aborto e às uniões homossexuais. A Cidade do México aprovou nos últimos anos leis que descriminalizam o aborto antes das 12 semanas de gravidez e autorizam o casamento com plenos direitos de pessoas do mesmo sexo.
Bento XVI afirmou sua esperança de que "este povo honre a fé recebida e suas melhores tradições", diante da diminuição das práticas religiosas registrada no país e da violência relacionada ao narcotráfico que deixa 50.000 mortos em cinco anos.
O Papa, 84 anos, iniciou sua viagem ao México assistindo um grupo de mariachis e de dança folclórica no aeroporto de Silao, sob um forte sol, mas se manteve firme diante da multidão, integrada por grupos de jóvens estudantes, dezenas de crianças, mulheres e indígenas procedentes de distintos pontos do México, muitos vestidos com seus trajes típicos.
Bento XVI se deteve particularmente diante de um menino cadeirante, a quem deu sua benção, sob um forte sol e temperatura de 30 graus. Na Cidade do México e em outras regiões do país, pequenos grupos protestaram contra a visita do Papa, acusado de "cumplicidade com padres pederastas", e exigiram "respeito ao Estado leigo. Nesta segunda visita à América Latina, após viajar ao Brasil em 2007, Bento XVI irá a três cidades do México e a duas de Cuba.

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