Militar é baleado em tentativa de assalto no Santa Tereza O cabo reagiu ao assalto e houve troca de tiros. Ele acabou atingido de raspão no braço, mas passa bem
Luana Cruz -
Publicação: 21/03/2012 08:08Atualização:
Um cabo da Polícia Militar foi baleado em uma tentativa de assalto no fim da noite de terça-feira, no Bairro Santa Tereza, Região Leste de Belo Horizonte. O policial estava de carro, junto com a namorada, na Rua Grafito quando foi surpreendido pelos assaltantes.
Segundo a polícia, tudo indica que os homens não sabiam que ele era militar e abordaram o casal na tentativa de roubar o Palio do militar. O cabo reagiu ao assalto e houve troca de tiros. Ele foi atingido de raspão no braço e encaminhado ao Hospital João XXIII. Segundo a PM, o militar passa bem. Os suspeitos do crime fugiram em um Gol preto e ainda não foram localizados.
Segundo a polícia, tudo indica que os homens não sabiam que ele era militar e abordaram o casal na tentativa de roubar o Palio do militar. O cabo reagiu ao assalto e houve troca de tiros. Ele foi atingido de raspão no braço e encaminhado ao Hospital João XXIII. Segundo a PM, o militar passa bem. Os suspeitos do crime fugiram em um Gol preto e ainda não foram localizados.
Presa quadrilha que assaltava casas no JaraguáO grupo rondava o bairro em um Verona. Por meio de uma denúncia anônima a PM chegou aos suspeitos
Luana Cruz -
Publicação: 21/03/2012 08:04Atualização:
Luana Cruz -
Publicação: 21/03/2012 08:04Atualização:
Uma quadrilha que assaltava casas no Bairro Jaraguá, Região da Pampulha, foi presa no fim da noite de terça-feira. De acordo com a Polícia Militar (PM), após denúncia anônima equipes do 13º Batalhão encontraram quatro homens em atitude suspeita na Rua Cacuera. Eles estavam dentro de um Verona vermelho, carro usado nos assaltos. Além de arrombar residências, os quatro homens também roubavam pessoas que andavam pelas ruas do bairro à noite.
Willian Francisco Augusto Blanco, 20, Rafael Henrique Lima de Souza, 25, Cláudio Nascimento Rocha, 31, Gustavo Itabaiana Otoni, 24, foram presos em flagrante e devem ser autuados por formação de quadrilha. Com eles, a PM apreendeu uma pistola e o veículo usado nos crimes. A polícia afirma que o grupo é responsável por vários roubos no Jaraguá.
Willian Francisco Augusto Blanco, 20, Rafael Henrique Lima de Souza, 25, Cláudio Nascimento Rocha, 31, Gustavo Itabaiana Otoni, 24, foram presos em flagrante e devem ser autuados por formação de quadrilha. Com eles, a PM apreendeu uma pistola e o veículo usado nos crimes. A polícia afirma que o grupo é responsável por vários roubos no Jaraguá.
Carreta de eletrodomésticos tomba e fecha BR-135, em BocaiuvaÀs 7h40 da manhã estava sendo feito o transbordo dos eletrodomésticos para depois retirar a carreta.
Maíra Cabral -
Publicação: 21/03/2012 07:11Atualização: 21/03/2012 07:42
Maíra Cabral -
Publicação: 21/03/2012 07:11Atualização: 21/03/2012 07:42
Uma carreta tombou na BR-135, em Bocaiuva, no Norte de Minas Gerais, fechando os dois sentidos da rodovia na altura do km 422, na madrugada desta quarta-feira. O motorista perdeu o controle da direção e o veículo, que transportava eletrodomésticos, tombou ficando atravessado na pista. Ninguém ficou ferido.
Às 7h40 da manhã estava sendo feito o transbordo dos eletrodomésticos para depois retirar a carreta. Não há previsão para liberação da pista. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) sugere aos motoristas que desviem do local por Pirapora, passando pela BR-365. O caminho alternativo liga Curvelo a Montes Claros e aumenta a distância em 100 km.
Às 7h40 da manhã estava sendo feito o transbordo dos eletrodomésticos para depois retirar a carreta. Não há previsão para liberação da pista. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) sugere aos motoristas que desviem do local por Pirapora, passando pela BR-365. O caminho alternativo liga Curvelo a Montes Claros e aumenta a distância em 100 km.
Ministério Público ouve testemunhas sobre morte de empresário em motelPromotoria vai definir a estratégia para esclarecer dúvidas com relação ao inquérito que concluiu que Djalma entrou sozinho no motel, na BR-356
Landercy Hemerson -
Publicação: 21/03/2012 07:03Atualização: 21/03/2012 07:11
Landercy Hemerson -
Publicação: 21/03/2012 07:03Atualização: 21/03/2012 07:11
Testemunhas ouvidas pela polícia sobre a morte do empresário Djalma Brugnara Veloso, de 49 anos, serão chamadas para novas declarações ao Ministério Público. Ontem à noite, o promotor Francisco de Assis Santiago, do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em BH, disse que até sexta-feira vai definir a estratégia para esclarecer dúvidas com relação ao inquérito, que concluiu que Djalma entrou sozinho no motel, na BR-356, no Bairro Olhos d’Água, e se matou. Santiago admitiu que o ponto de partida são informações de que o empresário estaria com uma loira ao chegar ao motel.
Djalma Brugnara teria se matado horas depois de assassinar a facadas sua mulher, a procuradora federal Ana Alice Moreira Melo, de 35, em 2 de fevereiro, na mansão do casal, no Residencial Villa Alpina, em Nova Lima. Durante a agressão, a babá levou os filhos do casal, de 3 e 7 anos, para o banheiro. Djalma fugiu para o motel, onde o corpo foi encontrado no dia seguinte com 28 perfurações à faca.
A informação de que uma loira estaria no carro do empresário na chegada ao motel consta do boletim de ocorrência da Polícia Militar. O tenente Ronaldo Honório Carvalho, do 5º Batalhão, que comandou a operação, explicou na ocasião que uma funcionária do motel apresentou a versão de que Djalma estava acompanhado, mas uma colega dela informou o contrário. O BO tem as duas versões.
A recepcionista que recebeu o hóspede estava de folga quando o corpo do empresário foi encontrado, e não foi relacionada como testemunha. Ao ser ouvida pelo Estado de Minas, a funcionária Jaisa Amorim de Queiroga, de 28, afirmou que às 4h45 Djalma chegou ao motel sozinho. “Ele estava só no carro. Percebi que não havia outra pessoa, nem mesmo escondida”, disse.
O delegado Felipe Sales, de Homicídios do Barreiro, disse que vai aguardar a devolução do inquérito para analisar quais dúvidas o promotor teria. “Não vou comentar o caso. Preciso saber quais explicações o Ministério Público deseja”,
Djalma Brugnara teria se matado horas depois de assassinar a facadas sua mulher, a procuradora federal Ana Alice Moreira Melo, de 35, em 2 de fevereiro, na mansão do casal, no Residencial Villa Alpina, em Nova Lima. Durante a agressão, a babá levou os filhos do casal, de 3 e 7 anos, para o banheiro. Djalma fugiu para o motel, onde o corpo foi encontrado no dia seguinte com 28 perfurações à faca.
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Polícia conclui que marido matou procuradora e pede arquivamento do casoFaca usada para matar procuradora é a mesma encontrada com empresário em motelMorte de procuradora põe mulheres em alerta e lota delegaciaPolícia está perto do fim para encerrar inquérito sobre morte de procuradoraPerícia em faca pode montar quebra-cabeça de assassinato da procuradoraFilhos de procuradora assassinada ainda ignoram o que aconteceu Empresário é encontrado morto em suíte de motel após assassinato de procuradoraA recepcionista que recebeu o hóspede estava de folga quando o corpo do empresário foi encontrado, e não foi relacionada como testemunha. Ao ser ouvida pelo Estado de Minas, a funcionária Jaisa Amorim de Queiroga, de 28, afirmou que às 4h45 Djalma chegou ao motel sozinho. “Ele estava só no carro. Percebi que não havia outra pessoa, nem mesmo escondida”, disse.
O delegado Felipe Sales, de Homicídios do Barreiro, disse que vai aguardar a devolução do inquérito para analisar quais dúvidas o promotor teria. “Não vou comentar o caso. Preciso saber quais explicações o Ministério Público deseja”,
Candidatos fichas-sujas ganham sobrevida Na avaliação do MP, prazo de apenas cinco dias para examinar todos os pedidos de registro de candidatura pode fazer com que condenados em segunda instância consigam disputar a eleição
Leonardo Augusto -
Publicação: 21/03/2012 06:00Atualização: 21/03/2012 07:30
Leonardo Augusto -
Publicação: 21/03/2012 06:00Atualização: 21/03/2012 07:30
O curto prazo que os promotores eleitorais terão para examinar os pedidos de registro de candidatura poderá acabar beneficiando fichas-sujas que pretenderem disputar as eleições municipais de outubro de 2012. O Ministério Público Eleitoral (MPE) terá cinco dias corridos para passar o pente-fino nas listas de prováveis concorrentes enviadas pelos partidos, conforme previsto em lei. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a Lei Ficha Limpa valerá a partir deste ano, o temor é de um acúmulo de apurações nas mãos dos promotores, que, além de investigar se os políticos têm condenações colegiadas, terão de averiguar outros pré-requisitos - que já eram previstos em disputas anteriores - para que o candidato obtenha o registro eleitoral.
O procurador eleitoral de Minas Gerais, Felipe Peixoto Braga Neto, afirma que o prazo é contra o interesse público. "Nas eleições de 2010 foram mais de 5 mil petições. É algo feito para dar errado", argumenta. Os cinco dias foram estabelecidos pelo Congresso Nacional em 1990. Uma mudança no prazo só pode ser feita por lei complementar. Na hipótese de falhar a peneira do Ministério Público, não há como impedir a ocorrência de candidaturas irregulares.
Para tentar agilizar o levantamento, o Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) vai deixar prontos pedidos de impugnação de candidatura. "Com as peças prontas, é só colocar o nome de quem pretende concorrer", diz o promotor Edson Resende, coordenador do MPE em Minas.
O prazo para que as legendas enviem à Justiça os nomes dos concorrentes termina em 5 de julho. Logo em seguida, entre 6 e 9, deverá ser publicado o chamado edital das candidaturas. Com base no documento, os promotores iniciam a pesquisa e têm cinco dias para apontar os fichas-sujas. O mesmo prazo vale para quem não tem filiação partidária ou idade para disputar eleição. Para prefeito, por exemplo, é preciso ter 21 anos na posse.
Ao contrário do procurador eleitoral, Edson Resende não acredita na necessidade de mais tempo para os pedidos de impugnação. "Até porque é preciso que a fiscalização seja feita rapidamente para não atrapalhar o andamentos dos prazos eleitorais", afirma. O promotor diz que o MPE vem conseguindo realizar todas as impugnações. "Nesse período trabalhamos 20 horas por dia, inclusive aos sábados e domingos. Além disso, analistas passam a integrar as equipes como assessores", afirma Resende. O procurador Felipe Braga observa porém que nas eleições municipais o trabalho dos promotores é mais ameno que o das eleições com disputa para Assembleia, Câmara dos Deputados, Senado e Presidência da República.
Informações sobre candidatos fichas-sujas, ou que não preenchem outros requisitos para participar das eleições, podem ser enviadas ao Ministério Público por partidos, associações ou por eleitores isoladamente. No caso específico dos fichas-sujas, os enquadrados são os candidatos apresentados que têm condenação colegiada, ou seja, em cortes de três ou mais desembargadores, e, também, por conselhos regionais profissionais.
Peneira
A Lei Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2010. O projeto, de iniciativa popular, teve mais de 1,6 milhão de assinaturas. O número mínimo de nomes para que o texto fosse enviado à Casa era de 1,3 milhão. Minas Gerais foi o estado com mais adesões, 338.703. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o auxílio de padres de todo o país, foi a entidade que mais contribuiu para o recolhimentos das assinaturas. A adesão ao projeto era sugerida durante as missas.
Cronograma eleitoral 2012
5 de julho
Prazo para os partidos enviarem à Justiça Eleitoral as listas com os nomes dos candidatos.
Entre 6 e 9 de julho
Publicação do edital das candidaturas.
Cinco dias depois da publicação do edital
Ministério Público apresenta a impugnação dos candidatos.
Três dias depois
Termina prazo para juízes darem a sentença. MP e candidatos têm três dias para entrar com recurso.
Fontes: Ministério Público Estadual e Procuradoria da República
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Aplicação de Lei da Ficha Limpa a candidatos com pena prescrita divide opiniõesProjeto na Assembleia amplia o efeito da lei Ficha Limpa em Minas CNJ quer Ficha Limpa no JudiciárioPara tentar agilizar o levantamento, o Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) vai deixar prontos pedidos de impugnação de candidatura. "Com as peças prontas, é só colocar o nome de quem pretende concorrer", diz o promotor Edson Resende, coordenador do MPE em Minas.
O prazo para que as legendas enviem à Justiça os nomes dos concorrentes termina em 5 de julho. Logo em seguida, entre 6 e 9, deverá ser publicado o chamado edital das candidaturas. Com base no documento, os promotores iniciam a pesquisa e têm cinco dias para apontar os fichas-sujas. O mesmo prazo vale para quem não tem filiação partidária ou idade para disputar eleição. Para prefeito, por exemplo, é preciso ter 21 anos na posse.
Ao contrário do procurador eleitoral, Edson Resende não acredita na necessidade de mais tempo para os pedidos de impugnação. "Até porque é preciso que a fiscalização seja feita rapidamente para não atrapalhar o andamentos dos prazos eleitorais", afirma. O promotor diz que o MPE vem conseguindo realizar todas as impugnações. "Nesse período trabalhamos 20 horas por dia, inclusive aos sábados e domingos. Além disso, analistas passam a integrar as equipes como assessores", afirma Resende. O procurador Felipe Braga observa porém que nas eleições municipais o trabalho dos promotores é mais ameno que o das eleições com disputa para Assembleia, Câmara dos Deputados, Senado e Presidência da República.
Informações sobre candidatos fichas-sujas, ou que não preenchem outros requisitos para participar das eleições, podem ser enviadas ao Ministério Público por partidos, associações ou por eleitores isoladamente. No caso específico dos fichas-sujas, os enquadrados são os candidatos apresentados que têm condenação colegiada, ou seja, em cortes de três ou mais desembargadores, e, também, por conselhos regionais profissionais.
Peneira
A Lei Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2010. O projeto, de iniciativa popular, teve mais de 1,6 milhão de assinaturas. O número mínimo de nomes para que o texto fosse enviado à Casa era de 1,3 milhão. Minas Gerais foi o estado com mais adesões, 338.703. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o auxílio de padres de todo o país, foi a entidade que mais contribuiu para o recolhimentos das assinaturas. A adesão ao projeto era sugerida durante as missas.
Cronograma eleitoral 2012
5 de julho
Prazo para os partidos enviarem à Justiça Eleitoral as listas com os nomes dos candidatos.
Entre 6 e 9 de julho
Publicação do edital das candidaturas.
Cinco dias depois da publicação do edital
Ministério Público apresenta a impugnação dos candidatos.
Três dias depois
Termina prazo para juízes darem a sentença. MP e candidatos têm três dias para entrar com recurso.
Fontes: Ministério Público Estadual e Procuradoria da República
Terras indígenas ficam nas mãos do Legislativo
Vinícius Sassine
Publicação: 21/03/2012 07:05Atualização:
Vinícius Sassine
Publicação: 21/03/2012 07:05Atualização:
O Palácio do Planalto está próximo de ser atropelado novamente pela bancada ruralista na Câmara, capitaneada pelo PMDB. E desta vez com um empurrão do próprio governo. Deputados do PT precisaram lançar mão nessa terça-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, de diversos recursos para obstruir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, de 2000. Faltou apenas um deputado no plenário da CCJ para garantir o quórum necessário à votação, o que não ocorreu. A PEC 215 atribui ao Congresso Nacional competência exclusiva na demarcação de terras indígenas, unidades de conservação e comunidades quilombolas. A Constituição Federal garante essa atribuição ao Executivo, ou seja, tratam-se de ações administrativas, e não legislativas.
No fim do ano passado, o então líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), participou de acordo entre os partidos para colocar a PEC 215 em votação no início desta legislatura. Agora, governo e deputados petistas tentam adiar essa sessão na CCJ. Depois de diversos requerimentos e discursos prolongados, uma forma de impedir a votação da PEC 215 no plenário da CCJ, os petistas – com o apoio do Partido Verde (PV) – conseguiram derrubar o quórum. Na votação do último requerimento, apresentado na tarde de ontem, estavam presentes 33 deputados, enquanto eram necessários 34 para votar a PEC 215.
A crise entre os aliados, o festival de chantagens políticas em razão da fragilidade da base e o rolo compressor da bancada ruralista fizeram o governo se comprometer, no encerramento do último ano legislativo, com a inclusão da PEC 215 na pauta da primeira sessão da CCJ no ano seguinte. O presidente da comissão, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), entretanto incluiu o tema somente ontem. “Do ponto de vista regimental, nada me obriga a colocar em votação amanhã (hoje). Mas existe um acordo político firmado no fim do ano”, disse Berzoini, acrescentando que decidiria com o novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), se a proposta será votada hoje.
Se a PEC 215 for aprovada, três órgãos do governo federal serão esvaziados em sua essência: Funai, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Fundação Cultural Palmares. São as instituições responsáveis por novos estudos e demarcações de terras indígenas, unidades de conservação e comunidades quilombolas, respectivamente.
No fim do ano passado, o então líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), participou de acordo entre os partidos para colocar a PEC 215 em votação no início desta legislatura. Agora, governo e deputados petistas tentam adiar essa sessão na CCJ. Depois de diversos requerimentos e discursos prolongados, uma forma de impedir a votação da PEC 215 no plenário da CCJ, os petistas – com o apoio do Partido Verde (PV) – conseguiram derrubar o quórum. Na votação do último requerimento, apresentado na tarde de ontem, estavam presentes 33 deputados, enquanto eram necessários 34 para votar a PEC 215.
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Sem PMDB, governistas adiam votação de proposta de homologação de terras indígenasRuralistas querem que Congresso decida sobre homologação de terras indígenasVotação da PEC sobre demarcação de terras indígenas fica para fevereiroSe a PEC 215 for aprovada, três órgãos do governo federal serão esvaziados em sua essência: Funai, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Fundação Cultural Palmares. São as instituições responsáveis por novos estudos e demarcações de terras indígenas, unidades de conservação e comunidades quilombolas, respectivamente.
MP de Tocantins detecta 'esquema familiar' de venda de sentenças
Agência Estado
Publicação: 21/03/2012 07:25Atualização: 21/03/2012 07:26
Agência Estado
Publicação: 21/03/2012 07:25Atualização: 21/03/2012 07:26
Investigação do Ministério Público Federal no Tribunal de Justiça de Tocantins encontrou um esquema familiar de venda de sentenças. O desembargador Amado Cilton Rosa e sua mulher, Liamar de Fátima, foram denunciados por corrupção passiva e concussão por suposta venda de decisões judiciais. A investigação começou pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a partir da denúncia de quem teria intermediado a decisão negociada.
Conforme denúncia do MP obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo, o desembargador negociou uma liminar em favor de Fábio Pisoni, acusado de matar um jovem de 21 anos e que estava com a prisão preventiva decretada. A negociação foi intermediada, de acordo com o MP, por Egon Just, que prestava consultoria para a empresa de Itelvino Pisoni, pai do acusado.
Na terça-feira, o jornal revelou que a investigação mostrou a existência de um amplo esquema de corrupção em Tocantins, com cobranças de propinas, envolvendo 4 dos 12 desembargadores.
Para garantir que o desembargador daria a sentença favorável, a mulher do magistrado teria dado um cheque em branco assinado para Itelvino Pisoni, que serviria como prova de que a sentença seria concedida. Amado Cilton Rosa, como estaria acertado, concedeu a liminar e Fábio Pisoni, solto, fugiu e não foi mais encontrado pela polícia.
Em sua defesa, o desembargador atribuiu as denúncias de Just ao “estardalhaço” que teriam feito o CNJ e a Polícia Federal com esta investigação. E negou que sua mulher tenha negociado a venda de suas decisões. “Até hoje estou totalmente surpreso. É uma mentira, minha mulher nunca procurou esse cidadão para isso, com essa finalidade, juntamente com outro advogado. Isso não existiu”, afirmou em depoimento.
Liamar contou outra versão sobre o caso. Disse que deu o cheque em branco para Just porque ele teria um familiar no hospital que precisava dar um cheque caução. No entanto, não soube precisar quem estava doente. “Eu não sei precisar se era o filho ou a esposa dele que estava internada”, afirmou em depoimento ao relator do caso no STJ, ministro João Otávio de Noronha. Liamar também negou que tenha intermediado a venda de decisões de seu marido. “Eu jamais fui a Gurupi com o Antônio Calçado. Jamais”, afirmou.
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MP de Tocantins detecta 'esquema familiar' de venda de sentençasDenunciados negam existência de esquema no Judiciário do TocantinsInvestigação de desembargadores no Tocantins mostra série de atos de corrupçãoNa terça-feira, o jornal revelou que a investigação mostrou a existência de um amplo esquema de corrupção em Tocantins, com cobranças de propinas, envolvendo 4 dos 12 desembargadores.
Para garantir que o desembargador daria a sentença favorável, a mulher do magistrado teria dado um cheque em branco assinado para Itelvino Pisoni, que serviria como prova de que a sentença seria concedida. Amado Cilton Rosa, como estaria acertado, concedeu a liminar e Fábio Pisoni, solto, fugiu e não foi mais encontrado pela polícia.
Em sua defesa, o desembargador atribuiu as denúncias de Just ao “estardalhaço” que teriam feito o CNJ e a Polícia Federal com esta investigação. E negou que sua mulher tenha negociado a venda de suas decisões. “Até hoje estou totalmente surpreso. É uma mentira, minha mulher nunca procurou esse cidadão para isso, com essa finalidade, juntamente com outro advogado. Isso não existiu”, afirmou em depoimento.
Liamar contou outra versão sobre o caso. Disse que deu o cheque em branco para Just porque ele teria um familiar no hospital que precisava dar um cheque caução. No entanto, não soube precisar quem estava doente. “Eu não sei precisar se era o filho ou a esposa dele que estava internada”, afirmou em depoimento ao relator do caso no STJ, ministro João Otávio de Noronha. Liamar também negou que tenha intermediado a venda de decisões de seu marido. “Eu jamais fui a Gurupi com o Antônio Calçado. Jamais”, afirmou.
Sessão especial no Senado lembra Dia Internacional da Síndrome de Down
Agência Brasil
Publicação: 21/03/2012 07:31Atualização:
Agência Brasil
Publicação: 21/03/2012 07:31Atualização:
O Senado promove nesta quarta-feira sessão especial para lembrar o Dia Internacional da Síndrome de Down. Será às 10h no Salão Negro. A partir de hoje, a data ganha maior dimensão, já que será celebrada pela primeira vez em 193 países, graças a uma moção apresentada pelo Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) e aprovada por consenso. A abertura do evento será feita pelo presidente do Senado, José Sarney.
Haverá apresentação de vídeos e do Portal de Informações sobre Síndrome de Down. Foram convidados os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.
Haverá apresentação de vídeos e do Portal de Informações sobre Síndrome de Down. Foram convidados os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.
Sartori pede CNJ para imprensa
Agência Estado
Publicação: 21/03/2012 07:44Atualização:
Agência Estado
Publicação: 21/03/2012 07:44Atualização:
O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, defendeu nesta terça a criação de um outro CNJ, mas para a imprensa. “Eu vou falar. Temos o CNJ e vocês não querem o Conselho Nacional de Jornalismo. Ia ter mais responsabilidade.”
Sartori supõe que a toga tem sido “enxovalhada” pela imprensa. “Quando eu julgo um caso eu me coloco no lugar da parte”, ele disse. “Vocês jornalistas não se colocam (no lugar) das pessoas que estão sendo enxovalhadas por vocês.”
Não é a primeira vez que Sartori aponta críticas para a imprensa. Logo que assumiu o cargo, em janeiro, insatisfeito com um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que sofria “patrulha ideológica”. Recentemente, quando recebeu a visita da ministra Eliana Calmon, ele afirmou que o Estadão “é parcial”. Ele disse ainda que a reportagem publicada nesta terça pelo jornal, sobre irregularidades no Tribunal de Justiça do Tocantins, “é notícia requentada, é velha, muito velha, é uma ação penal”.
Sartori reafirmou que a inspeção do CNJ nos tribunais, inclusive o seu, é rotineira. “Eu sempre fui favorável a isso.”
Sartori supõe que a toga tem sido “enxovalhada” pela imprensa. “Quando eu julgo um caso eu me coloco no lugar da parte”, ele disse. “Vocês jornalistas não se colocam (no lugar) das pessoas que estão sendo enxovalhadas por vocês.”
Não é a primeira vez que Sartori aponta críticas para a imprensa. Logo que assumiu o cargo, em janeiro, insatisfeito com um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que sofria “patrulha ideológica”. Recentemente, quando recebeu a visita da ministra Eliana Calmon, ele afirmou que o Estadão “é parcial”. Ele disse ainda que a reportagem publicada nesta terça pelo jornal, sobre irregularidades no Tribunal de Justiça do Tocantins, “é notícia requentada, é velha, muito velha, é uma ação penal”.
Sartori reafirmou que a inspeção do CNJ nos tribunais, inclusive o seu, é rotineira. “Eu sempre fui favorável a isso.”
Senador pede mais tempo para analisar corte de pagamento dos 14º e 15º saláriosApreciação do texto será na próxima terça-feira
Publicação: 21/03/2012 07:53Atualização: 21/03/2012 08:30
Publicação: 21/03/2012 07:53Atualização: 21/03/2012 08:30
Uma manobra bastante conhecida, camuflada sob o velho manto do pedido de vista, impediu a votação do fim da mordomia do 14º e 15º salários para senadores e deputados federais na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O desconforto dos parlamentares era tanto que, no momento em que a matéria finalmente entrou em debate, havia apenas nove dos 27 integrantes da comissão para votar. O senador Ivo Cassol (PP-RO), que já tinha se posicionado publicamente pela manutenção da regalia e repetido que os parlamentares ganham muito pouco porque gastam com remédios e tratamento de pessoas pobres, pediu tempo para analisar melhor o projeto.
Cassol alegou que a hipocrisia no Senado era grande e afirmou não aceitar ser cobaia. “Muitos políticos recebem, falam que são contra, mas não devolvem o dinheiro. Quem recebe fica quieto e faz o discurso para a plateia.
Quando a imprensa aperta, eles se mijam todos”, esbravejou. Logo após a manifestação de Cassol, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu vista coletiva e jogou, automaticamente, a matéria para a pauta obrigatória da próxima terça-feira.
Antes mesmo de a reunião começar, os rumores nos bastidores indicavam que o tema não seria votado.
Logo no início da sessão, as informações que circulavam pelos corredores da Casa se concretizaram. Eram visíveis as manobras dos parlamentares para evitar a votação do fim da regalia. Pautado como o quarto assunto a ser debatido e votado, o corte da mordomia foi empurrado para o último ponto da pauta.
Terminativos
Os integrantes da CAE optaram por votar inicialmente os chamados projetos terminativos, aqueles em que não há necessidade de seguir para outras comissões da Casa após aprovação. Em seguida, no momento em que o fim dos extras iria finalmente à votação, o senador Gim Argello (PTB-DF) pediu nova inversão de pauta. Aproveitou a grande quantidade de cadeirantes no local para exigir celeridade na votação do projeto que determina aposentadoria especial para portadores de deficiência.
Às 11h40, assim que a benesse com dinheiro do contribuinte iria começar a ser debatida, grande parte dos parlamentares bateu em retirada. O senador pernambucano Armando Monteiro (PTB-PE) puxou a fila. Permaneceram, na comissão, apenas os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS), Cassildo Maldaner (PMDB-SC), Ivo Cassol (PP-RO), Francisco Dornelles (PP-RJ), Eduardo Suplicy (PT-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Blairo Maggi (PR-MT), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP).
Na saída da comissão, o senador Ivo Cassol alegou que não disse que era a favor do 14º e 15º salários. No entanto, em entrevista ao Correio, há duas semanas, ele declarou ser a favor dos rendimentos adicionais. “Nós, políticos, somos mal remunerados. Se o dinheiro entrou na minha conta, é legal. Se não é legal, eu não aceito. Isso não é justo. Não quero privilégio. Nunca precisei disso. Só não aceito ser cobaia.” Ele informou que protocolou um requerimento questionando quantos senadores já devolveram o 14º e o 15º desde que o benefício foi criado. “Eu pedi vista. Quero me inteirar.”
Em resposta a Cassol, o relator do projeto, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), salientou que não havia mais justificativa para os integrantes do Congresso continuarem a receber os extras. “É uma adequação legislativa, estou falando de outro momento histórico. Antes, os parlamentares se mudavam com a família e o recurso era justificável.”
O presidente da CAE, Delcídio do Amaral (PT-MS), ao fim da sessão deliberativa, assegurou que o projeto da então senadora e atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, será mesmo votado na próxima semana. O parlamentar fez questão de ressaltar que, se apenas Ivo Cassol tivesse pedido vista, a papelada poderia ficar com o senador por muito tempo e, assim, atrasar ainda mais todo o processo de tramitação. “Com a vista coletiva, a matéria entra automaticamente para votação na próxima semana”, garantiu.
O projeto prevê que os deputados e senadores recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim. Hoje, os dois salários extras são pagos anualmente. Nos oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras no Senado é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. No caso específico dos senadores, além de receberem os extras, eles não pagam Imposto de Renda.
Se for aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos, o projeto segue para a Comissão da Mesa Diretora. Só depois, chega ao plenário para votação. Mesmo assim, se for aprovado em plenário, segue para o plenário da Câmara dos Deputados por que trata do corte de benefício nas duas Casas.
Braga tem dificuldades no trato com os aliados e recebe "orientação" de Temer
Paulo de Tarso Lyra
Publicação: 21/03/2012 08:24Atualização: 21/03/2012 08:33
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Adiada decisão sobre 14º e 15º salários dos senadoresComissão do Senado vota extinção do 14º e do 15º salários pagos a parlamentaresPagamento de 14º e 15º a deputados já foi derrubado em três estados e no DFQuando a imprensa aperta, eles se mijam todos”, esbravejou. Logo após a manifestação de Cassol, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu vista coletiva e jogou, automaticamente, a matéria para a pauta obrigatória da próxima terça-feira.
Antes mesmo de a reunião começar, os rumores nos bastidores indicavam que o tema não seria votado.
Logo no início da sessão, as informações que circulavam pelos corredores da Casa se concretizaram. Eram visíveis as manobras dos parlamentares para evitar a votação do fim da regalia. Pautado como o quarto assunto a ser debatido e votado, o corte da mordomia foi empurrado para o último ponto da pauta.
Terminativos
Os integrantes da CAE optaram por votar inicialmente os chamados projetos terminativos, aqueles em que não há necessidade de seguir para outras comissões da Casa após aprovação. Em seguida, no momento em que o fim dos extras iria finalmente à votação, o senador Gim Argello (PTB-DF) pediu nova inversão de pauta. Aproveitou a grande quantidade de cadeirantes no local para exigir celeridade na votação do projeto que determina aposentadoria especial para portadores de deficiência.
Às 11h40, assim que a benesse com dinheiro do contribuinte iria começar a ser debatida, grande parte dos parlamentares bateu em retirada. O senador pernambucano Armando Monteiro (PTB-PE) puxou a fila. Permaneceram, na comissão, apenas os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS), Cassildo Maldaner (PMDB-SC), Ivo Cassol (PP-RO), Francisco Dornelles (PP-RJ), Eduardo Suplicy (PT-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Blairo Maggi (PR-MT), Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Randolfe Rodrigues (PSol-AP).
Na saída da comissão, o senador Ivo Cassol alegou que não disse que era a favor do 14º e 15º salários. No entanto, em entrevista ao Correio, há duas semanas, ele declarou ser a favor dos rendimentos adicionais. “Nós, políticos, somos mal remunerados. Se o dinheiro entrou na minha conta, é legal. Se não é legal, eu não aceito. Isso não é justo. Não quero privilégio. Nunca precisei disso. Só não aceito ser cobaia.” Ele informou que protocolou um requerimento questionando quantos senadores já devolveram o 14º e o 15º desde que o benefício foi criado. “Eu pedi vista. Quero me inteirar.”
Em resposta a Cassol, o relator do projeto, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), salientou que não havia mais justificativa para os integrantes do Congresso continuarem a receber os extras. “É uma adequação legislativa, estou falando de outro momento histórico. Antes, os parlamentares se mudavam com a família e o recurso era justificável.”
O presidente da CAE, Delcídio do Amaral (PT-MS), ao fim da sessão deliberativa, assegurou que o projeto da então senadora e atual chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, será mesmo votado na próxima semana. O parlamentar fez questão de ressaltar que, se apenas Ivo Cassol tivesse pedido vista, a papelada poderia ficar com o senador por muito tempo e, assim, atrasar ainda mais todo o processo de tramitação. “Com a vista coletiva, a matéria entra automaticamente para votação na próxima semana”, garantiu.
O projeto prevê que os deputados e senadores recebam apenas duas ajudas de custo durante todo o mandato, uma no início e outra no fim. Hoje, os dois salários extras são pagos anualmente. Nos oito anos de mandato, o custo com o pagamento dos extras no Senado é de R$ 34,6 milhões. A Câmara dos Deputados gasta, em quatro anos, R$ 109,6 milhões. No caso específico dos senadores, além de receberem os extras, eles não pagam Imposto de Renda.
Se for aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos, o projeto segue para a Comissão da Mesa Diretora. Só depois, chega ao plenário para votação. Mesmo assim, se for aprovado em plenário, segue para o plenário da Câmara dos Deputados por que trata do corte de benefício nas duas Casas.
Braga tem dificuldades no trato com os aliados e recebe "orientação" de Temer
Paulo de Tarso Lyra
Publicação: 21/03/2012 08:24Atualização: 21/03/2012 08:33
Uma semana após ter sido indicado como líder do governo no Senado, a avaliação na Casa é de que o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) ainda não encontrou o tom para debelar a insatisfação na base aliada. Nesse período, em pelo menos três momentos, Braga, segundo políticos experientes ouvidos pelo Correio, fez declarações incompatíveis com o cargo que ocupa: na quinta-feira, disse que “o governo só negociaria com o PR se o partido não radicalizasse”; também afirmou que a presidente “vai enfrentar velhas práticas políticas”. Por fim, cobrou do senador Fernando Collor (PTB-AL) explicações sobre as comparações feitas por ele em relação ao comportamento da presidente Dilma Rousseff com o Congresso.
Uma raposa peemedebista lembra que o momento é de cautela e que atitudes como essa do novo líder governista não vão amenizar em nada o clima ruim que existe no Congresso. “Nós precisamos de um bombeiro com aquelas mangueiras potentes para apagar incêndios, não de alguém com mais disposição para jogar lenha nessa fogueira”, disse um cacique do PMDB.
O senador teve novamente uma conversa com o vice-presidente Michel Temer, na última segunda-feira, depois da reunião de coordenação da presidente Dilma Rousseff com os líderes partidários para tratar dos assuntos em tramitação no Congresso. Temer repetiu o que dissera na semana anterior, em jantar realizado no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente. “Você é o líder de todos. É preciso buscar unificar o PMDB e os demais integrantes da base”, alertou Temer.
Um dos integrantes do chamado grupo dos independentes, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), acha que a presidente Dilma Rousseff errou ao substituir Romero Jucá (PMDB-RR) por causa da derrota na votação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “Não foi culpa do Jucá. A derrota se deu pela incompetência de Bernardo Figueiredo”, afirmou Requião.
É justamente nesse argumento que os aliados de Jucá se amparam para defendê-lo. “O Requião fez nove ou 10 discursos no plenário e isso acabou contaminando os demais. Além disso, era uma votação secreta. Dificilmente essa conjuntura se repetirá novamente”, disse o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).
Mágoas
Nos bastidores, os peemedebistas seguem remoendo as mágoas. No domingo, um grupo de caciques do partido reuniu-se na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ontem, Braga teria, em tese, seu primeiro teste de fogo: a votação de uma medida provisória com recursos para a defesa civil. Foi aprovada, sem sustos. “O PMDB não vai votar contra o país e contra o governo. Pode até reclamar de atrasos nas emendas parlamentares, mas não interessa para o partido prejudicar a governabilidade. A relação de Temer com Dilma é ótima e não podemos atrapalhar isso”, disse o pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita.
Isso não quer dizer, no entanto, que os caciques do partido não estejam esperando um momento para explicitar suas insatisfações. “Ninguém vai passar recibo, são todos políticos experientes. Quanto mais demorar para o troco, melhor. Vingança é um prato que se come frio”, disse um parlamentar nordestino. O Planalto poderá ganhar tempo, no entanto, porque, em tese, não há temas candentes no Congresso que possam prejudicar o Executivo. A votação da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp) parece ser tranquila e, segundo analistas políticos, dificilmente algum parlamentar vai se vingar na Lei Geral da Copa, projeto que interessa aos governadores.
Um petista acostumado a conviver com crises políticas estranhou o clima silencioso pelos corredores do Senado ontem. “A atmosfera está muito morna depois de uma semana agitada como a que passou”, avaliou.
Haddad critica tucano e diz honrar compromissos
Agência Estado
Publicação: 21/03/2012 08:28Atualização:
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Ideli tem 'função espinhosa', diz Eduardo BragaBraga quer mudança no indexador de dívidas estaduaisBraga tentou acalmar Nascimento, mas perdeu o PR do governoO senador teve novamente uma conversa com o vice-presidente Michel Temer, na última segunda-feira, depois da reunião de coordenação da presidente Dilma Rousseff com os líderes partidários para tratar dos assuntos em tramitação no Congresso. Temer repetiu o que dissera na semana anterior, em jantar realizado no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente. “Você é o líder de todos. É preciso buscar unificar o PMDB e os demais integrantes da base”, alertou Temer.
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| Novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) |
É justamente nesse argumento que os aliados de Jucá se amparam para defendê-lo. “O Requião fez nove ou 10 discursos no plenário e isso acabou contaminando os demais. Além disso, era uma votação secreta. Dificilmente essa conjuntura se repetirá novamente”, disse o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).
Mágoas
Nos bastidores, os peemedebistas seguem remoendo as mágoas. No domingo, um grupo de caciques do partido reuniu-se na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ontem, Braga teria, em tese, seu primeiro teste de fogo: a votação de uma medida provisória com recursos para a defesa civil. Foi aprovada, sem sustos. “O PMDB não vai votar contra o país e contra o governo. Pode até reclamar de atrasos nas emendas parlamentares, mas não interessa para o partido prejudicar a governabilidade. A relação de Temer com Dilma é ótima e não podemos atrapalhar isso”, disse o pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita.
Isso não quer dizer, no entanto, que os caciques do partido não estejam esperando um momento para explicitar suas insatisfações. “Ninguém vai passar recibo, são todos políticos experientes. Quanto mais demorar para o troco, melhor. Vingança é um prato que se come frio”, disse um parlamentar nordestino. O Planalto poderá ganhar tempo, no entanto, porque, em tese, não há temas candentes no Congresso que possam prejudicar o Executivo. A votação da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp) parece ser tranquila e, segundo analistas políticos, dificilmente algum parlamentar vai se vingar na Lei Geral da Copa, projeto que interessa aos governadores.
Um petista acostumado a conviver com crises políticas estranhou o clima silencioso pelos corredores do Senado ontem. “A atmosfera está muito morna depois de uma semana agitada como a que passou”, avaliou.
Haddad critica tucano e diz honrar compromissos
Agência Estado
Publicação: 21/03/2012 08:28Atualização:
O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad voltou , ontem, terça-feira, a criticar o seu possível adversário tucano nas eleições, o ex-governador José Serra. Para Haddad, Serra fez pouco caso de um compromisso que havia assumido em 2004, ao dizer, em entrevista a uma rádio, que não havia assinado um documento com valor jurídico se comprometendo com a cumprir na íntegra o mandato de prefeito caso fosse eleito.
“Os nossos compromissos serão honrados, porque compromisso público é para ser cumprido”, afirmou o petista.
Em entrevista ao Jornal da Gazeta, da TV Gazeta, conduzida pela jornalista Maria Lydia Flandoli, Haddad assumiu que ser desconhecido pelos paulistanos é uma desvantagem na corrida eleitoral. Apesar disso, ele minimizou o fato de poder contar com o horário eleitoral no rádio e na TV somente a partir de agosto, por conta de uma decisão judicial. “Nós estamos contando com a imprensa para fazer, desde já, um debate sobre a cidade”, afirmou. Segundo ele, São Paulo tem mostrado um “sentimento por renovação” na maneira de fazer política.
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Haddad diz que crise no Congresso não afeta campanhaHaddad diz que ficou mais tempo que Serra na prefeituraHaddad ataca Serra para se posicionar com eleitoradoLula retomará articulações na próxima semana, diz Haddad Em entrevista ao Jornal da Gazeta, da TV Gazeta, conduzida pela jornalista Maria Lydia Flandoli, Haddad assumiu que ser desconhecido pelos paulistanos é uma desvantagem na corrida eleitoral. Apesar disso, ele minimizou o fato de poder contar com o horário eleitoral no rádio e na TV somente a partir de agosto, por conta de uma decisão judicial. “Nós estamos contando com a imprensa para fazer, desde já, um debate sobre a cidade”, afirmou. Segundo ele, São Paulo tem mostrado um “sentimento por renovação” na maneira de fazer política.
Hackers testam segurança em urnas que serão usadas nas eleições deste ano
Diego Abreu
Publicação: 21/03/2012 08:33Atualização: 21/03/2012 08:49
Diego Abreu
Publicação: 21/03/2012 08:33Atualização: 21/03/2012 08:49
Nove equipes de especialistas em informática iniciaram ontem uma série de ataques para tentar burlar as urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições municipais de outubro. Os 24 participantes da segunda edição dos Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação participam até amanhã do evento, realizado na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo objetivo é aprimorar os procedimentos de tecnologia voltados para a proteção das urnas.
Entre os grupos de “hackers” inscritos para os testes, cinco são formados por professores, técnicos e alunos de cursos de computação e engenharia eletrônica de universidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Ceará, de Minas Gerais e do Distrito Federal. Os quatro representantes da Universidade de Brasília (UnB) tentarão alterar o resultado de uma eleição e quebrar o sigilo do voto.
Ontem, no primeiro dia dos testes, o professor de ciência da comunicação da UnB Diego Aranha, 29 anos, dedicou-se a conhecer cada sistema das urnas para dar início aos experimentos que conduz com três técnicos que trabalham na área de segurança de dados da universidade. “Vamos simular uma eleição e analisar o produto dessa votação. A nossa ideia é identificar em qual candidato cada eleitor votou”, disse Aranha.
Desafio semelhante foi proposto pela equipe da Universidade Federal de Uberlândia, comandada pelo professor de computação Marcelo Rodrigues de Sousa, 47 anos. O plantel de três investigadores planejou quatro ataques aos sistemas que compõem a urna eletrônica. Uma das metas do grupo é quebrar o sigilo do voto a partir do domínio de um programa da urna que os embaralha — não sendo assim possível identificar em quem o eleitor votou. “Encontramos uma possível vulnerabilidade no hardware da urna, mas sabemos que é bem difícil conseguir burlar. Nesse primeiro dia, já notamos que as urnas apresentam várias barreiras que dificilmente serão dominadas”, admitiu.
Rastros
Sousa acrescentou que sua meta, ao se inscrever para os testes, é ajudar a tornar os equipamentos ainda mais seguros. “A maioria dos ataques resulta na violação das urnas. Ou seja, são ataques que podem ser detectados, pois deixam rastros”, destacou o professor de computação.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, recordou que em 2009, quando o tribunal realizou os primeiros testes abertos ao público, nenhum dos participantes conseguiu burlar a urna e seus componentes. “Aprendemos muito com os testes apresentados e atuamos de uma forma preventiva, melhorando aqueles dispositivos que foram focos daqueles testes”, disse. “É um evento inédito no mundo. Não há registro que qualquer país tenha aberto seu sistema eleitoral, seja ele informatizado ou não, para colocar à prova de investigadores e de potenciais hackers”, completou Janino. Uma comissão disciplinadora, composta por especialistas, e observadores externos acompanham cada passo dos testes.
Entre os grupos de “hackers” inscritos para os testes, cinco são formados por professores, técnicos e alunos de cursos de computação e engenharia eletrônica de universidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Ceará, de Minas Gerais e do Distrito Federal. Os quatro representantes da Universidade de Brasília (UnB) tentarão alterar o resultado de uma eleição e quebrar o sigilo do voto.
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Grupo de hackers assume autoria de ataque a site do Banco CentralSite do governo de SP está fora do ar por suposto ataque de hackers Hackers invadem site de Michel TemerHackers afirmam ter derrubado sites do governo do DFAtaque de hackers tira site do Ministério do Esporte do arHackers querem ensinar governo a abrir dados na internetDesafio semelhante foi proposto pela equipe da Universidade Federal de Uberlândia, comandada pelo professor de computação Marcelo Rodrigues de Sousa, 47 anos. O plantel de três investigadores planejou quatro ataques aos sistemas que compõem a urna eletrônica. Uma das metas do grupo é quebrar o sigilo do voto a partir do domínio de um programa da urna que os embaralha — não sendo assim possível identificar em quem o eleitor votou. “Encontramos uma possível vulnerabilidade no hardware da urna, mas sabemos que é bem difícil conseguir burlar. Nesse primeiro dia, já notamos que as urnas apresentam várias barreiras que dificilmente serão dominadas”, admitiu.
Rastros
Sousa acrescentou que sua meta, ao se inscrever para os testes, é ajudar a tornar os equipamentos ainda mais seguros. “A maioria dos ataques resulta na violação das urnas. Ou seja, são ataques que podem ser detectados, pois deixam rastros”, destacou o professor de computação.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, recordou que em 2009, quando o tribunal realizou os primeiros testes abertos ao público, nenhum dos participantes conseguiu burlar a urna e seus componentes. “Aprendemos muito com os testes apresentados e atuamos de uma forma preventiva, melhorando aqueles dispositivos que foram focos daqueles testes”, disse. “É um evento inédito no mundo. Não há registro que qualquer país tenha aberto seu sistema eleitoral, seja ele informatizado ou não, para colocar à prova de investigadores e de potenciais hackers”, completou Janino. Uma comissão disciplinadora, composta por especialistas, e observadores externos acompanham cada passo dos testes.
Brasil Not 21/03/2012

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