FOTO: ANGELO PETTINATI - 24.9.2009
Peso. De cada R$ 100 da conta de luz, R$ 36,80 são encargos e tributos e R$ 26,50, distribuição
Cemig pedi reajuste médio de 3,05%
Brasil Not 24/03/2012
O reajuste das contas de luz da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deve ser bem baixo neste ano. Ontem, a empresa enviou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido para aumentar as contas, em média, em 3,05%. O pleito da Cemig é o mais baixo desde 2008, quando a empresa propôs que o preço ficasse estável. A agência vai decidir o percentual de reajuste em sua reunião de diretoria, que acontece no próximo dia 3 de abril.
O percentual autorizado será aplicado a partir do dia 9 de abril e será cobrado dos consumidores nas contas com vencimento no mês de maio.
Pelo menos desde 2006, o reajuste autorizado tem sido menor do que o pedido pela distribuidora mineira. Neste ano, não deve ser diferente. "A expectativa é que haja redução ou um reajuste próximo de zero", diz o sócio-diretor da Enecel Energia, Raimundo de Paula Batista Neto. Ele explica que em 2011 havia uma expectativa de aumento nos encargos que são embutidos na conta de luz, que não se concretizou. Outros fatores, como o aumento do consumo, podem ajudar a reduzir ou mesmo zerar o percentual de reajuste.
O pedido da Cemig é bem menor do que a inflação dos últimos 12 meses. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação foi de 5,49%. Já considerando o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), os preços subiram 3,18% no período.
A empresa não detalhou os percentuais que seriam aplicados aos consumidores residenciais, comerciais e industriais. Normalmente, essas classes de consumo têm reajustes diferenciados. No ano passado, por exemplo, o reajuste médio autorizado pela Aneel foi de 7,24%, mas consumidores residenciais e comerciais tiveram alta de 6,61%. Já os industriais passaram a pagar 9,02% a mais pela energia.
Para decidir os percentuais de reajuste, a Aneel leva em conta diversos fatores. Os custos das empresas são divididos em dois grupos. A parcela A reúne custos não gerenciáveis, como a compra de energia, os encargos e tributos. A parcela B é a dos custos gerenciáveis, aqueles sobre os quais a empresa pode ter controle e conseguir reduções por meio de investimentos ações que melhoram o gerenciamento. Há também o chamado fator X, que mede a produtividade das concessionárias.
Pedido inicial
Erro. A pedida inicial da Cemig era 3,96% de reajuste. O pleito foi enviado à Aneel no início da tarde, mas a agência detectou um erro no cálculo e solicitou a correção. O novo pedido foi de 3,05%.
Calendário. Os reajustes são definidos anualmente pela Aneel, que segue calendário fixo. A Cemig abre a rodada de revisão das grandes distribuidoras do país. Em fevereiro e março, foram autorizados reajustes para oito companhias de menor porte. Junto com a Cemig, serão autorizados reajustes das contas da Companhia Paulista Força e Luz (CPFL) e da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul).
A Cemig tem 96% da área de concessão em Minas Gerais, com cerca de 7 milhões de consumidores. A empresa domina também o mercado de consumidores livres, com 25% do total. (APP)
Brasil Not 24/03/2012
O reajuste das contas de luz da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deve ser bem baixo neste ano. Ontem, a empresa enviou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido para aumentar as contas, em média, em 3,05%. O pleito da Cemig é o mais baixo desde 2008, quando a empresa propôs que o preço ficasse estável. A agência vai decidir o percentual de reajuste em sua reunião de diretoria, que acontece no próximo dia 3 de abril.
O percentual autorizado será aplicado a partir do dia 9 de abril e será cobrado dos consumidores nas contas com vencimento no mês de maio.
Pelo menos desde 2006, o reajuste autorizado tem sido menor do que o pedido pela distribuidora mineira. Neste ano, não deve ser diferente. "A expectativa é que haja redução ou um reajuste próximo de zero", diz o sócio-diretor da Enecel Energia, Raimundo de Paula Batista Neto. Ele explica que em 2011 havia uma expectativa de aumento nos encargos que são embutidos na conta de luz, que não se concretizou. Outros fatores, como o aumento do consumo, podem ajudar a reduzir ou mesmo zerar o percentual de reajuste.
O pedido da Cemig é bem menor do que a inflação dos últimos 12 meses. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação foi de 5,49%. Já considerando o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), os preços subiram 3,18% no período.
A empresa não detalhou os percentuais que seriam aplicados aos consumidores residenciais, comerciais e industriais. Normalmente, essas classes de consumo têm reajustes diferenciados. No ano passado, por exemplo, o reajuste médio autorizado pela Aneel foi de 7,24%, mas consumidores residenciais e comerciais tiveram alta de 6,61%. Já os industriais passaram a pagar 9,02% a mais pela energia.
Para decidir os percentuais de reajuste, a Aneel leva em conta diversos fatores. Os custos das empresas são divididos em dois grupos. A parcela A reúne custos não gerenciáveis, como a compra de energia, os encargos e tributos. A parcela B é a dos custos gerenciáveis, aqueles sobre os quais a empresa pode ter controle e conseguir reduções por meio de investimentos ações que melhoram o gerenciamento. Há também o chamado fator X, que mede a produtividade das concessionárias.
Pedido inicial
Erro. A pedida inicial da Cemig era 3,96% de reajuste. O pleito foi enviado à Aneel no início da tarde, mas a agência detectou um erro no cálculo e solicitou a correção. O novo pedido foi de 3,05%.
Calendário. Os reajustes são definidos anualmente pela Aneel, que segue calendário fixo. A Cemig abre a rodada de revisão das grandes distribuidoras do país. Em fevereiro e março, foram autorizados reajustes para oito companhias de menor porte. Junto com a Cemig, serão autorizados reajustes das contas da Companhia Paulista Força e Luz (CPFL) e da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul).
A Cemig tem 96% da área de concessão em Minas Gerais, com cerca de 7 milhões de consumidores. A empresa domina também o mercado de consumidores livres, com 25% do total. (APP)
Telefonia
Justiça suspende redução
A Oi conseguiu uma liminar suspendendo a redução de 10,78% nos valores de ligação de telefones fixos para celulares, anunciada em 25 de janeiro. De acordo com a decisão judicial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) terá dez dias contados a partir da data que receber a intimação para definir um novo percentual de reajuste.
A Oi questiona os critérios utilizados pelo órgão regulador. De acordo com o comunicado da Anatel, a decisão judicial determina que "o aumento do valor das tarifas da Telemar Norte Leste somente poderá ocorrer após a edição, pela Anatel, de novo ato, por meio do qual serão homologadas as tarifas sem considerar os critérios de reajuste mais benéficos à população, o que acontecerá até 2 de abril, conforme prazo fixado pelo Poder Judiciário". A agência recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A Oi questiona os critérios utilizados pelo órgão regulador. De acordo com o comunicado da Anatel, a decisão judicial determina que "o aumento do valor das tarifas da Telemar Norte Leste somente poderá ocorrer após a edição, pela Anatel, de novo ato, por meio do qual serão homologadas as tarifas sem considerar os critérios de reajuste mais benéficos à população, o que acontecerá até 2 de abril, conforme prazo fixado pelo Poder Judiciário". A agência recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).


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