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BONS EXEMPLOS.
Ideias além da conta
Futebol de rua, ferramenta digital colaborativa e agricultura urbana recriam BH
FOTO: DIVULGAÇÃO
Futebol social. Qualquer pessoa pode entrar no time Baixo Bahia, que joga bola em ruas e praças da capital, como a da Estação
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Uma cidade criativa não se constrói apenas com megaempreendimentos. "Não é necessariamente aquela onde a economia criativa é mais pujante. Há dinâmicas de reinvenção do espaço urbano e das relações sociais que não entram na contabilidade", explica a pesquisadora Ana Carla Fonseca.
O futebol social da equipe Baixo Bahia, praticado em ruas como a Cristina, no bairro Santo Antônio, dá um chapéu na capitalização. O que está em jogo são as relações humanas. "Qualquer um entra no time, é uma forma de as pessoas interagirem. Gente de classe média faz corpo a corpo com menino de rua", explica a capitã Priscila Musa, 30.
O nome Baixo Bahia é uma referência à região embaixo do Viaduto Santa Tereza, que tem se mostrado fértil em iniciativas criativas, e a ideia de montar o time surgiu no Carnaval deste ano. "Um grupo de meninas que participou de blocos se propôs a pensar formas carnavalescas de ocupar o espaço público durante o ano inteiro", conta Priscila, que é arquiteta e urbanista.
ParticipaçãoErguer uma cidade criativa tampouco é tarefa exclusiva do Estado. Para estimular a população a propor possíveis usos para grandes canteiros centrais, calçadas largas, lotes vagos e demais espaços livres existentes no bairro Castelo, foi criada uma ferramenta digital.
No site Bairro Castelo, online desde março, moradores podem trocar ideias, experiências e desejos de forma mais colaborativa do que votar em um referendo, como é o caso do Orçamento Participativo.
"As mídias sociais podem contribuir muito como um ponto de encontro, principalmente pela possibilidade de não simultaneidade das conversas. Uma reunião presencial requer que todos os participantes estejam presentes em assembleia, onde quanto maior for o número de participantes, menor a chance e o tempo que cada um tem para exprimir opinião. Já com as mídias sociais, o que um morador escreve agora poderá ser lido amanhã por milhares", compara Luiz Felipe Quintão, integrante do projeto, uma iniciativa do grupo de pesquisa Morar de Outras Maneiras (MOM), ligado à escola de arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
CULTIVO URBANOPara uma cidade criativa sair da planta, também é preciso desconstruir mitos que cercam a metrópole, como o de que a agricultura não combina com o meio urbano. Contrariando o senso comum, o Jardim Produtivo inovou ao transformar em negócio uma horta comunitária na região do Barreiro, o que valeu ao projeto o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A formalização, que abriu possibilidades de efetuar vendas que requerem nota fiscal, foi concretizada por meio de um programa federal de microempreedendorismo individual.
Escolas vizinhas são os principais clientes dos agricultores, mas o modelo tem potencial para abastecer com vegetais orgânicos mesas em toda a capital. "Belo Horizonte tem espaços para cultivo, e também existe tecnologia para plantio em canteiros suspensos", afirma a bióloga Ivana Lovo, citando como incentivo, a ser colocado em prática, a recém-aprovada lei nº 10.255, que institui a política municipal de apoio à agricultura urbana.
Roteiro virtualLivro digital"Cidades Criativas - Perspectivas" está disponível para download gratuito no site http://www.garimpodesolucoes.com.br/
Cooperativa de Bicicletas Detalhes sobre o sistema de compartilhamento de bikes projetado por Caio Rodrigues estão disponíveis em http://www.cooperbike.net/
The Hub BH O endereço virtual da unidade belo-horizontina da rede mundial de empreendedores sociais é
http://thehubbh.com.br/
Baixo Bahia A equipe amadora de futebol social anuncia partidas e outras ações em sua página no Facebook
Bairro Castelo
A ferramenta digital que incentiva a participação popular nos usos de espaços livres da região pode ser acessada em http://www.bairrocastelo.org
Jardim Produtivo Informações sobre o Projeto da Semente à Mesa, continuação da iniciativa, encontram-se em http://bhpraticandoagriculturaurbana.blogspot.com/
O futebol social da equipe Baixo Bahia, praticado em ruas como a Cristina, no bairro Santo Antônio, dá um chapéu na capitalização. O que está em jogo são as relações humanas. "Qualquer um entra no time, é uma forma de as pessoas interagirem. Gente de classe média faz corpo a corpo com menino de rua", explica a capitã Priscila Musa, 30.
O nome Baixo Bahia é uma referência à região embaixo do Viaduto Santa Tereza, que tem se mostrado fértil em iniciativas criativas, e a ideia de montar o time surgiu no Carnaval deste ano. "Um grupo de meninas que participou de blocos se propôs a pensar formas carnavalescas de ocupar o espaço público durante o ano inteiro", conta Priscila, que é arquiteta e urbanista.
ParticipaçãoErguer uma cidade criativa tampouco é tarefa exclusiva do Estado. Para estimular a população a propor possíveis usos para grandes canteiros centrais, calçadas largas, lotes vagos e demais espaços livres existentes no bairro Castelo, foi criada uma ferramenta digital.
No site Bairro Castelo, online desde março, moradores podem trocar ideias, experiências e desejos de forma mais colaborativa do que votar em um referendo, como é o caso do Orçamento Participativo.
"As mídias sociais podem contribuir muito como um ponto de encontro, principalmente pela possibilidade de não simultaneidade das conversas. Uma reunião presencial requer que todos os participantes estejam presentes em assembleia, onde quanto maior for o número de participantes, menor a chance e o tempo que cada um tem para exprimir opinião. Já com as mídias sociais, o que um morador escreve agora poderá ser lido amanhã por milhares", compara Luiz Felipe Quintão, integrante do projeto, uma iniciativa do grupo de pesquisa Morar de Outras Maneiras (MOM), ligado à escola de arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
CULTIVO URBANOPara uma cidade criativa sair da planta, também é preciso desconstruir mitos que cercam a metrópole, como o de que a agricultura não combina com o meio urbano. Contrariando o senso comum, o Jardim Produtivo inovou ao transformar em negócio uma horta comunitária na região do Barreiro, o que valeu ao projeto o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A formalização, que abriu possibilidades de efetuar vendas que requerem nota fiscal, foi concretizada por meio de um programa federal de microempreedendorismo individual.
Escolas vizinhas são os principais clientes dos agricultores, mas o modelo tem potencial para abastecer com vegetais orgânicos mesas em toda a capital. "Belo Horizonte tem espaços para cultivo, e também existe tecnologia para plantio em canteiros suspensos", afirma a bióloga Ivana Lovo, citando como incentivo, a ser colocado em prática, a recém-aprovada lei nº 10.255, que institui a política municipal de apoio à agricultura urbana.
Roteiro virtualLivro digital"Cidades Criativas - Perspectivas" está disponível para download gratuito no site http://www.garimpodesolucoes.com.br/
Cooperativa de Bicicletas Detalhes sobre o sistema de compartilhamento de bikes projetado por Caio Rodrigues estão disponíveis em http://www.cooperbike.net/
The Hub BH O endereço virtual da unidade belo-horizontina da rede mundial de empreendedores sociais é
http://thehubbh.com.br/
Baixo Bahia A equipe amadora de futebol social anuncia partidas e outras ações em sua página no Facebook
Bairro Castelo
A ferramenta digital que incentiva a participação popular nos usos de espaços livres da região pode ser acessada em http://www.bairrocastelo.org
Jardim Produtivo Informações sobre o Projeto da Semente à Mesa, continuação da iniciativa, encontram-se em http://bhpraticandoagriculturaurbana.blogspot.com/


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