terça-feira, 27 de março de 2012

Brasil Not

Publicada em 27-03-2012
Foco são projetos no Norte do país.
RAQUEL GONDIM.

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Luiz Nagata, diretor financeiro: empréstimo demonstra interesse pelas empresas prestadoras de serviços
Luiz Nagata, diretor financeiro: empréstimo demonstra interesse pelas empresas prestadoras de serviços
O grupo mineiro Georadar, especializado em serviços onshore e offshore de levantamentos geofísicos, obteve financiamento de R$ 143 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A verba será repassada pelo Banco do Brasil e deverá ser aplicada em três projetos no Norte do país.

Segundo o diretor financeiro, Luiz Nagata, a cifra não será inteiramente investida. Parte dos recursos será destinada, por exemplo, à formação de capital de giro.

O financiamento tomado junto ao BNDES faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores de Bens e Serviços relacionados ao setor de Petróleo e Gás (BNDES P&G), que prevê o desembolso de R$ 4 bilhões nos próximos quatro anos.

O executivo diz que a operação firmada com a Georadar, a maior envolvendo empresas de médio e grande portes desde a criação do programa, em 2011, é uma quebra de paradigma, por demonstrar o interesse do BNDES em ampliar sua atuação para as prestadoras de serviços.

Além disso, ele destaca que a linha de financiamento gera oportunidades para os players nacionais em atuação no setor de P&G, ramo dominado por negócios estrangeiros. As multinacionais, segundo ele, saem na frente justamente pelo crédito facilitado disponível no exterior.

Os R$ 143 milhões financiados serão destinados a dois projetos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP) no Acre e no Pará e a um projeto do consórcio formado pela Petrobras e pela portuguesa Petrogal, em desenvolvimento na Amazônia. Nagata diz que a atuação do grupo no Acre deve ser concluída ainda neste ano. Já no caso dos outros dois estados, as operações devem se estender até 2013.


Meta - O contrato com o BNDES encerra positivamente o primeiro trimestre para a Georadar. Conforme o diretor financeiro, os negócios fechados entre janeiro e março superaram em 11% a expectativa inicial e sinalizam um cenário otimista para 2012, quando a meta do grupo é lucrar R$ 550 milhões, 45% a mais do que no exercício anterior. Conforme ele, a carteira de projetos para este ano está estimada em R$ 600 milhões.

Os números já são parte do alvo da empresa de alcançar faturamento de R$ 1 bilhão nos próximos três anos. Além do mercado interno, que vive um momento de forte demanda do setor de óleo e gás, carro-chefe do negócio, a companhia se prepara para fincar bandeira no Paraguai e em Angola.

No Paraguai, onde serão prestados serviços de levantamento geofísico, a expectativa é de que a Georadar inicie suas atividades no segundo semestre. Já na Angola, mercado que demanda estudos oceanográficos, ainda não é possível prever o início da atuação. A companhia mineira iniciará seu processo de internacionalização por meio de prestação de serviços a clientes nacionais que mantêm negócios nos dois países.

No Brasil, o objetivo para este ano é diversificar a atuação nos segmentos de óleo e gás e mineração. Somente o ramo de P&G é responsável por 80% dos contratos do grupo. Nagata não revelou quais serão as novidades apresentadas ao mercado.

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